iOS x Android: Um tabuleiro estratégico muito além do que se imagina
Batalha de sistemas móveis: iOS x Android – Notícias – Macworld.
Pouca gente se dá conta, mas Google e Apple já migraram há anos dos seus “core business” originais para se encontrarem em uma nova Arena Estratégica e com uma dimensão muito maior ainda que seus negócios originais. Isso mesmo, definir o Google como uma empresa de busca e links patrocinados é enxergar 10% da sua realidade e potencial. Também a Apple, já desde 1997 tinha abandonado o Computer de seu sobrenome.
O link acima leva a um texto da Macworld que explica um pouco o tema, trazendo a perspectiva da batalha entre os sistemas móveis iOS x Android. Ainda assim a perspectiva poderia ainda ser julgada de limitada considerando o ponto de vista de mercados.
Existe hoje uma zona cinza entre as indústrias de Mídia, Telecom, Tecnologia, Publicidade, Música e Comunicações em Geral, na qual tanto Google como Apple vem se posicionando fortemente como attackers e revolucionadores dessas indústrias. Ambos colocaram em cheque indústrias e players tradicionais através do foco no cliente final, e com novas propostas de valor, forçando o redesenho completos das cadeias de valor e negócios dessas indústrias. Tanto que players tradicionais como Nokia, Microsoft, The New York Times, CBS, NBC, entre tantos outros encontram-se em um “paredão estratégico” buscando novas saídas para os anos desafiadores à frente.
Hoje, os players tradicionais parecem já reconhecer a dimensão da ameaça, e para muitos executivos nessas empresas a batalha parece ser a de David contra Golias, e a atitude tem sido a de não “fazer marola” e prolongar o status-quo pelo maior período que se consiga, ganhando tempo para quem sabe o futuro traga uma luz.
Eu tenho uma opinião diferente. Acredito que os vencedores, dos dois lados serão os que conseguirem enxergar o futuro e antecipá-lo, buscando estratégias win-win, redesenhando mais rapidamente seus negócios em direção ao futuro e antecipando os benefícios e valor para os clientes e consumidores nessa nova ordem.
Cabe a Apple e Google desmistificarem o apelido de bicho-papão e ajudarem as empresas de mídia e telecom acharem seu novo modelo de negócios em outro ponto de equilíbrio. Cabe também ficarem de olho no Facebook, que desponta com forte potencial de entrar no time dos gigantes. Cabe aos players tradicionais de mídia e telecom revisarem sua inércia e buscar mais pro-ativamente uma revisão de suas estratégias e seus estrategistas, efetivamente entrando nesse novo oceano e pilotando e navegando para esse novo mundo. Cabe aos incumbents de tecnologia como Yahoo, Nokia e Microsoft, mostrar a um mundo incrédulo, em como esses gigantes, mesmo que trabalhando juntos, conseguirão vencer suas inércias e conseguir escapar do paredão …
Google One Pass: um novo enfoque na busca de um modelo de negócios para notícias na internet
Google One Pass: a new Focus on how to pay for news on the web | Media | guardian.co.uk.
A idéia não é nova, muito menos o problema. Na busca incansável que as empresas de notícias e jornalismo tem em recuperar ou criar um modelo de negócios online, o portal de notícias Focus Online se junta ao Google com seu braço de pagamentos, Google Checkout, e começa a pilotar o modelo de micro-pagamentos por notícia avulsa.
Mesmo a idéia não sendo nova, e sendo ainda somente um piloto, parece que o mercado está se tornando mais propício ao micro pagamento e aceitar pagar por conteúdo de forma avulsa. Haja visto as lojas de aplicativos, que nos últimos dois anos provaram que não só existem um mercado que aceita pagar por aplicativos e em muitas situações aceita pagar pelos in-app purchases.
O outro ponto que me deixa otimista com essa nova onda é a presença do Google nesse ecossistema. Muitos players independentes tentaram o micro pagamento, mas em quantas contas de micro pagamento você vai querer se cadastrar? Tendo de um lado o PayPal com massa crítica formada, acredito que o Google tem grandes chances de ser um formador de mercado nessa frente, principalmente se conseguir mudar a percepção dos publishers e criar finalmente estratégias win-win na distribuição de conteúdo online.
Em tempos em que as estratégias da Apple para cobranças de assinaturas para iPad e iPhone tem causado grande polêmica, surge a oportunidade para o Google de mudar sua imagem perante os publishers e trazer uma luz no fundo do túnel para a construção dos modelos de negócios online dos publishers.
Seria esse pensamento otimista demais ??? O tempo ira nos mostrar …
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Google Street View chega ao Brasil: So what? (Como tirar o máximo do serviço?)
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Steve Jobs não quer matar os Publishers, mas a estratégia de assinaturas da Apple vai
Steve Jobs Doesn’t Want to Kill Publishers, But Apple’s Subscription Strategy Will.
Não, o título não é meu … e sim do post acima do TechCrunch, um dos melhores blogs de tecnologia e com visão estratégica. Ele se refere à polêmica recém divulgada estratégia de assinaturas da Apple para publicaçōes, que define uma comissão de 30% para assinaturas de jornais e revistas distribuidas pela App Store, e também obriga aos publishers a oferecerem o billing pela App Store, ainda que tenham um canal alternativo para billing. Aliás, na minha opinião, a Apple foi além do limite e está tentando capturar além do seu valor nessa estratégia e provavelmente deverá rever seus termos. Como exemplo, as assinaturas multi-mídia e multi-device, não originadas pela Apple (ex: Netflix, Hulu, e assinantes originais de jornais em papel com extensão para iPad) : não faz sentido capturar 30% sobre tudo e forçará uma redifinição do bundle das assinaturas ou uma diferente pricing strategy por parte dos publishers.
Pois bem, o braço de ferro está lançado e o texto da TechCrunch faz uma boa avaliação das opçōes e pitfalls que devem estar em análise na cabeça dos publishers hoje.
Para quem imaginava que o iPad e tablets em geral não iriam colocar em cheque a indústria de comunicacōes, assim como o iPod fez com a de música, pense de novo, e se ainda não fez, trace urgente sua estratégia e posicionamento …
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TV aberta ao vivo chega ao iPhone, iPod touch e iPad
Atualizado: 26/5/2012 – Este post está desatualizado, visto que os aplicativos de TV vem e vão, surgem e desaparecem. Eu particularmente continuo assistindo TV no iPhone e iPad usando o Slingbox. Veja post:
Slingbox Fantástico !!! Leve sua TV a cabo com vc sempre no iPhone, iPad, ………………
Estou também comprando para testar uma solução chamada Tivizen que é um receptor de TV digital para o iPhone e iPad e me dizem que funciona muito bem. Também pedi hoje o AverTV iPro para colocar a TV Digital full HD nos Macs. Vamos ver. Farei um post atualizado sobre o tema em breve com os reviews …
Veja novo post:
Tivizen – Leve sua TV digital com você, sempre, no iPhone, iPad, …
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Estava na cara que não ia demorar muito, mas a TV aberta já pode ser vista nos aparelhos com iOS (iPhone, iPod Touch e iPad). A empresa holandesa Brothers Media lançou há duas semanas o aplicativo Televisão Ao Vivo na iTunes App Store. A seleção de canais é limitada a TVs educativas e algumas afiliadas locais das grandes redes. No caso da Band, é do RS, da Record a TV Itapoan e da Globo, a RBS (RS e SC), porém a RBS estava indisponível temporariamente quando testei.
É de se esperar que em breve as próprias redes de TV tenham também seus aplicativos e disponibilizem seu conteúdo ao vivo, como muito bem fez a Globo News na cobertura das eleições no ano passado …
Atualizado 11/08/2011 – Outro aplicativo recém-lançado o Watch Tv que já ganhou o topo dos downloads na iTunes Store, oferece opções de canais do mundo inteiro, mas os principais brasileiros foram tirados do ar nas últimas semanas. Confira antes de baixar, pois é pago.
Baixe o aplicativo Televisão ao vivo na iTunes App Store.
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Com cerca de 100 mil iPads no Brasil, nova onda de jornais lançam seus apps
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A Folha divulgou na semana passada uma estimativa feita pelo IDC, que cerca de 100 mil iPads já estão em uso no Brasil. Pois bem, em um país em que a circulação do maior jornal é cerca de 300 mil e os jornais econômicos estão por volta de 50 mil, o marco de 100 mil iPads coloca uma pressão estratégica extra para que os players se posicionem frente aos tablets do Stteve Jobs.
Nas últimas semanas, uma série de jornais como o Estado de Minas, Zero Hora, Correio Braziliense, Brasil Econômico (foto acima) vieram se juntar ao Estadão, O Globo e Folha, oferecendo suas versões para o iPad. Na semana que vem, dia 17, a Gazeta do Povo do Paraná deve se juntar ao time, segundo nos informou a assessoria de imprensa (foto abaixo). Surpresa para mim tem sido o Jornal Valor Econômico, ainda não ter se posicionado no iPad, pois com uma circulação de cerca de 50 mil exemplares, claramente está perdendo uma oportunidade de no mínimo expandir geograficamente, ou mesmo de defender sua base de clientes.
Por enquanto, todos os apps estão disponíveis gratuitamente na App Store da Apple e bem como o acesso às versões impressas dos diários. No entanto, Estado, Folha e O Globo já divulgaram que iniciarão a cobrar pelas ediçoes ou assinaturas ainda neste trimestre.
A cobrança de assinaturas deverá ser uma das novidades na próxima atualização do iOS, que deve acontecer nas próximas semanas e o braço de ferro entre Apple e os jornais deve continuar, visto que a princípio a Apple comunicou que obrigará que os jornais ofereçam assinaturas pela App Store, ainda que tenham um canal alternativo de cobrança de assinaturas.
De qualquer forma, ainda que todos os principais jornais do país estejam rapidamente colocando suas marcas e conteúdos no iPad, ainda não estão claras as estratégias e modelos de negócios que estão por trás dessa corrida pelos apps. Uma coisa parece ser consenso, os jornais não querem cometer o mesmo erro da era da internet em que acostumaram os usuários a não querer pagar pelo conteúdo, enquanto o modelo de negócios de publicidade na internet demorou para decolar. Resta saber se os jornais usarão bem esse momento da chegada dos tablets para reestabelecer o valor de seu conteúdo digital. E esse jogo só está começando …
iPad: Uma revolução anunciada há um ano
Há pouco mais de 1 ano, Steve Jobs apresentou o iPad ao mercado e o mundo se dividiu entre os otimistas e os incrédulos. Pois bem, nenhum grupo acertou as previsões, nem mesmo os mais otimistas (como nós da Mobi9) imaginaram que o ano de 2010 fecharia com 15 milhões de iPads vendidos. (E segundo o IDC, cerca de 100 mil deles já no Brasil)
A onSwipe elaborou um infográfico com os números principais dessa revolução e uma estimativa de superar os 100 milhões de iPads em 3 anos.
Um passo para daqui a pouco: Brasil Digital em 2015
A revista Proxxima de Janeiro/Fevereiro de 2011 traz um exercício interessante em vislumbrar o Brasil Digital em 2015, ou seja, quando a internet fará seus 20 anos por aqui, atingindo sua maturidade, talvez? …
Uma série de especialistas e curiosos no assunto, usaram suas bolas de cristal e criaram seus cenários. Certo que previsões de 5 anos no mundo digital podem se tornar um exercício impossível, mas de uma forma interessante as opiniões dos especialistas tendem a convergir em uma série de tendências. Coloco a seguir nosso exercício, e o resumo do documento e conversas que tivemos com o Pyr Marcondes, “publisher” da Proxxima:
Voce poderia ser um “anjo” ou “super anjo”, mas não sabia …
‘Super Angels’ Fly In to Aid Start-Ups – WSJ.com.
Não, não fiquei louco de vez, nem convertemos nosso blog a nenhuma nova corrente religiosa. Se eu estivesse escrevendo em inglês ou fazendo uma palestra sobre o tema na California, especificamente no Vale do Silício, o título não geraria dúvidas. Anjos Investidores e seus “upgrades”, os “Super Angels” tem cada vez mais se destacado e catalizado o ambiente de “startups” de tecnologia nos EUA. Como referência coloquei o link acima do artigo sobre o tema no The Wall Street Journal, já do ano passado, mais ainda recente como conceito.
Mas não quero falar dos EUA, e sim do Brasil, da minha experiência recente e de um esforço em andamento para catalizar esse mercado de “Startups”, Empreendedorismo e Capital de Risco no nosso país. E mais, quero tirar de suas cabeças o mito que anjos e super anjos investidores são termos limitados às 5 famílias mais abonadas do Brasil e uns poucos grandes empresários que acabam de vender seus negócios por centenas de milhões de reais.
Na verdade, talvez você pode já ser um “anjo” e ainda não sabe …
Muito bem, o fato é que o mercado brasileiro está caminhando bem nos últimos anos, tendo conseguido navegar à margem da crise. A demografia da população brasileira deverá colaborar para que tenhamos pelo menos 10-20 anos de crescimento sustentável com a maior parte da população situada na parte da população ativa. (um dos fatos importantes de crescimento dos EUA e Europa nas décadas anteriores) Além disso, o mercado de private equity se destacou nos últimos anos com exemplos do GP e Advent, ou ainda mais nas mãos de líderes visionários como foi o caso e jornada da Brahma a Budweiser, ou a formação da gigante de consumo brasileira Hypermarcas originária de um family office, resultado da venda da Arisco.
Mas e o “Venture Capital” e os “Startups” de tecnologia? Pois bem, atribua-se ao custo Brasil, ao custo de oportunidade em outros investimentos, à onda de private equity nas consolidações e “turnaround” de empresas familiares, falta de empreendedores preparados, limitações de pólos tecnológicos, entre outros, o fato é que o capital de risco no Brasil não vem buscando oportunidades e catalizando o mercado, da mesma maneira que se faz no Vale do Silício e tantas outras partes do mundo. Como resultado, não vimos nos últimos anos muitos IPOs/M&As relevantes de tecnologia no Brasil, e as exceções como UOL, Buscapé, Positivo, TOTVS, entre outros poucos, não nasceram dentro do espírito do capital de risco estruturado em venture capital, mas dentro das asas de empresas já estabelecidas.
Mas a pergunta é: Será que isso vai mudar? Será que veremos um mercado estruturado de Venture Capital, Anjos e Super Anjos no Brasil? A resposta é sim e no fundo já está acontecendo, lentamente, mas acredito que ganhando fortes adeptos e navegando a favor da corrente. As taxas de juros devem caminhar para os níveis globais, baixando o custo de oportunidade, o mercado tem formado levas de novos talentos e alguns pioneiros vem contribuido há alguns anos para começar a estruturar esse mercado. Isso sem contar que existe dinheiro disponível (ex: FINEP), mas o mais difícil tem sido realmente o trabalho de garimpo das grandes oportunidades e dos grandes empreendedores. Para quem tem interesse sobre o tema sugiro pesquisar e conhecer mais sobre a Endeavor ou os vários players de Venture Capital estabelecidos no Brasil como a Stratus, Monashees, Astella, Confrapar, entre outros.
Agora, o mais interessante é que para participar desse mundo você não precisa ter R$100 milhões no banco ou um sobrenome de magnata. Hoje inúmeros “anjos” investidores são consultores, banqueiros, executivos, como você e eu, que tendo tido sucesso na sua primeira etapa da vida profissional buscam novos desafios, interesses, diversões intelectuais e se predispõem a colocar R$50mil, R$100mil, R$200mil em negócios em formação além de fazer o papel de mentor e conselheiro buscando o sucesso dos empreendedores, suas empresas e seus investimentos. Agora se você quiser o título de “super anjo” as cifras aumentam para R$500mil a R$1milhão além de sua “expertise” e network no mercado aportar alguma visibilidade maior para o empreendimento.
O fato é que ao longo dos últimos anos venho descobrindo esse mundo, primeiro por investimentos através de fundos de private equity e venture capital, profissionalmente tendo liderado inúmeros startups ligados a tecnologia, voluntariamente através do trabalho como mentor na Endeavor e mais recentemente colaborando na formação de um “clube de anjos”, no qual estamos dando nossos primeiros passos aqui no Brasil. E o fato é que ao longo desse processo, foram me qualificando como um “anjo” em potencial.
Mas ao olhar em volta, me parece que você também pode ser um “anjo” ou “super anjo”, mas ainda não sabia. Pois bem, agora você já sabe …
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Veja também mais posts sobre start-ups e empreendedorismo na Mobi9:
Start-ups: O que considerar ao criar sua (logo)marca?
Aposentadoria aos 30 anos, após seu start-up de internet … reconsidere
Milestone Map: Uma forma simples de controlar um start-up complexo
[Atualizado 16/04/2011] – Recentemente me deram uma dica de um outro serviço que funciona mais facilmente para configurar roteadores, apenas mudando os DNSs, o Unblock-US . Comecei a testar e parece funcionar muito bem …
Pois bem, esse post beira já meu limite de competência técnica, mas a pedidos sairei um pouco da minha zona de conforto, nesse primeiro post de 2011, para explorar um dos temas que mais andam me perguntando pelo blog e no dia-a-dia.
[Certo que a Mobi9 foi criada com a cabeça de negócios e para explorar como as mudanças tecnológicas influenciam indústrias, mudam negócios, padrões de consumo, criando oportunidades para incumbents e novos entrantes e assim estilumar o pensamento estratégico sobre empreendedorismo, start-ups e desenvolvimento de negócios]
O fato porêm é que na minha roda de amigos e em perguntas no blog, não posso deixar os amigos na mão ao por exemplo, ajudar os filhos baixarem o Angry Birds e outros jogos no iPad/iPhone, usando a loja americana do iTunes. (É você já deve ter percebido isso, o Brasil ainda não tem os games na loja da iTunes, por restrições da classificação de faixa etária dos reguladores brasileiros).
O fato é que enquanto o Brasil não consegue entrar para o primeiro mundo do conteúdo aberto e resolve suas questões regulatórias de telecomunicações, internet e conteúdo audio visual, os brasileiros precisam achar suas soluções para ter acesso a todo esse novo conteúdo que anda revolucionando o mundo da mídia, telecomunicações e tecnologia.
Essa abertura nos trás a um problema que anda tomando muito tempo de muita gente, e infelizmente nem sempre de tão fácil solução: Como configurar uma VPN direto no roteador para poder ter acesso a Hulu, Netflix, Pandora, etc em todos os devices de sua casa e de forma simultânea?
Para quem chegou agora no assunto, sugiro ler antes um post anterior que fizemos:
Como assistir Hulu e Netflix no Brasil?
Pronto, agora que já estamos alinhados, vou tentar responder à pergunta.
Você tem pelo menos 2 opções de caminhos a seguir:
1) Você é um especialista em tecnologia e vai atualizar o firmware do seu roteador com uma solução em Linux e configurar “na unha” os passos para criar um VPN Client no roteador?
2) Considerando que você já comprou um Mac, um PS3, um iPad, 1 iPhone, 1 Android, um PC, etc, que tal gastar mais US$100-200 e já comprar um roteador configurado (e me deixar tranquilo curtindo as férias)?
Vou começar ajudando o caminho 2, pois como consumidor, você é dos meus, valoriza a eficiência e o custo/benefício. Conforme o post anterior tenho testado duas VPNs que tem sido bem sucedidas em banda para filmes, WiTopia e StrongVPN. Pois bem, ambas oferecem já suas soluções de roteador prontas, a WiTopia CloakBox e uma série de opções para a StrongVPN. Isso sem falar nas soluções corporativas Cisco que já são oferecidas para uma série de colaboradores da Cisco e diversas empresas globais.
Agora então, tentarei ajudar o caminho 1, e aí onde meus limites tecnológicos começam a esbarrar. Tenho buscado soluções há meses para fazer um compartilhamento da VPN a múltiplos devices. Testei com vários tipos de roteadores, como os da Apple (Airport Extreme, Express), o D-Link DIR-635, o Telsec BandLuxe R100, e outros D-Links antigos. Não consegui com nenhum deles, evidenciando minhas limitações em pelo menos não entender de cara que poderia ser impossível.
Cheguei a usar uma solução “como gambiarra” em fazer meu Mac dividir a VPN através do Internet Sharing para o Wii ou Apple TV. (E a propósito funciona bem, atenção somente de marcar a opção “Share all traffic over VPN” na configuração da VPN no Mac).
Então, depois de toda essa novela e “sofrimento” que contra meu hábito, quis compartilhar com vocês, encontrei a solução. Não para todos os casos e todos os roteadores, mas pelo menos para uma boa parte deles. Ainda assim a solução não é simples e nem trivial. E também não recomendo que seja tentado em casa por pessoas não credenciadas no tema ou curiosos como eu.
Pois bem, existe uma solução em Linux, DD-WRT, que se propõe exatamente a dar mais liberdade e funcionalidade aos roteadores, e uma delas é a criação de um VPN Client. Você pode pesquisar aqui se o seu roteador é compatível com a solução e a StrongVPN oferece um tutorial completo, se você quiser se aventurar.
Bom, como declarei no início do post, com certeza devem existir outras soluções, além das minhas habilidades e posso ter exagerado na dificuldade das coisas pelo mesmo motivo. Deixo portanto o espaço aberto para que me corrijam em algum tema ou acrescentem soluções que podem ter me passado desapercebidas.
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Aproveito para desejar a todos um Feliz 2011 e agradecer a audiência do blog que vem praticamente dobrando mês a mês desde seu lançamento em Março de 2010 tendo se aproximado da marca de 15 mil visitas no mês de Dezembro, isso sem contar os leitores diretos da revista e portal Proxxima onde nosso conteúdo está sindicalizado como colunista convidado e dos leitores via feeds RSS como no Flipboard no iPad.
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Veja mais posts sobre o tema na Mobi9:
Como assistir Hulu e Netflix no Brasil?
Netflix e Hulu agora a partir de U$7,99
Não comprei o iPad 3G. Que opções tenho para conectar meu iPad?
Para aproveitar melhor o iPhone e o iPad só mesmo com conta na loja americana do iTunes
Nesses últimos dias de festas e encontros com família e amigos me surpreendi com uma pergunta frequente: Como baixar o Angry Birds no iPhone/iPad? Algo que era para mim trivial e automático não me parecia que se necessitasse de um grande conhecimento para que eu fosse consultado o como especialista no assunto. Me enganei.
Pois bem, peguei o iPhone de um amigo, e fui mostrar como baixar, e pronto, a área de Games simplesmente não aparecia na App Store do iPhone dele. E aí que me caiu a ficha que algo que para mim já estava incorporado como normal não é o que acontece para a grande maioria dos brasileiros que recentemente se aventuram no mundo do iPhone e iPad.
Ou seja, por razões de direitos autorais e regulamentação dos jogos pelo Ministério da Justiça, o mundo do conteúdo de músicas, filmes e games, simplesmente não aparece na loja brasileira do iTunes.
Portanto aí aos amigos que pediram, em especial Roberta, Fernanda, Comandante e tantos outros, coloquei abaixo um vídeo do Blog do iPhone que mostra como criar a conta na iTunes Store americana e abaixo um link para um artigo no próprio jornal O Estado de São Paulo, sugerindo como resolver a situação.
Desejo a vocês amigos, um Feliz 2011 !!! E bons jogos para curtir as férias …
Veja também a dica sobre como abrir a conta americana no caderno Link do Estadão.
Veja mais artigos sobre o iPad na Mobi9:
Não comprei o iPad 3G. Que opções tenho para conectar meu iPad?
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