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Voce poderia ser um “anjo” ou “super anjo”, mas não sabia …

janeiro 5, 2011

‘Super Angels’ Fly In to Aid Start-Ups – WSJ.com.

Não, não fiquei louco de vez, nem convertemos nosso blog a nenhuma nova corrente religiosa. Se eu estivesse escrevendo em inglês ou fazendo uma palestra sobre o tema na California, especificamente no Vale do Silício, o título não geraria dúvidas. Anjos Investidores e seus “upgrades”, os “Super Angels” tem cada vez mais se destacado e catalizado o ambiente de “startups” de tecnologia nos EUA. Como referência coloquei o link acima do artigo sobre o tema no The Wall Street Journal, já do ano passado, mais ainda recente como conceito.

Mas não quero falar dos EUA, e sim do Brasil, da minha experiência recente e de um esforço em andamento para catalizar esse mercado de “Startups”, Empreendedorismo e Capital de Risco no nosso país. E mais, quero tirar de suas cabeças o mito que anjos e super anjos investidores são termos limitados às 5 famílias mais abonadas do Brasil e uns poucos grandes empresários que acabam de vender seus negócios por centenas de milhões de reais.

Na verdade, talvez você pode já ser um “anjo” e ainda não sabe …

Muito bem, o fato é que o mercado brasileiro está caminhando bem nos últimos anos, tendo conseguido navegar à margem da crise. A demografia da população brasileira deverá colaborar para que tenhamos pelo menos 10-20 anos de crescimento sustentável com a maior parte da população situada na parte da população ativa. (um dos fatos importantes de crescimento dos EUA e Europa nas décadas anteriores) Além disso, o mercado de private equity se destacou nos últimos anos com exemplos do GP e Advent, ou ainda mais nas mãos de líderes visionários como foi o caso e jornada da Brahma a Budweiser, ou a formação da gigante de consumo brasileira Hypermarcas originária de um family office, resultado da venda da Arisco.

Mas e o “Venture Capital” e os “Startups” de tecnologia? Pois bem, atribua-se ao custo Brasil, ao custo de oportunidade em outros investimentos, à onda de private equity nas consolidações e “turnaround” de empresas familiares, falta de empreendedores preparados, limitações de pólos tecnológicos, entre outros, o fato é que o capital de risco no Brasil não vem buscando oportunidades e catalizando o mercado, da mesma maneira que se faz no Vale do Silício e tantas outras partes do mundo. Como resultado, não vimos nos últimos anos muitos IPOs/M&As relevantes de tecnologia no Brasil, e as exceções como UOL, Buscapé, Positivo, TOTVS, entre outros poucos, não nasceram dentro do espírito do capital de risco estruturado em venture capital, mas dentro das asas de empresas já estabelecidas.

Mas a pergunta é: Será que isso vai mudar? Será que veremos um mercado estruturado de Venture Capital, Anjos e Super Anjos no Brasil? A resposta é sim e no fundo já está acontecendo, lentamente, mas acredito que ganhando fortes adeptos e navegando a favor da corrente. As taxas de juros devem caminhar para os níveis globais, baixando o custo de oportunidade, o mercado tem formado levas de novos talentos e alguns pioneiros vem contribuido há alguns anos para começar a estruturar esse mercado. Isso sem contar que existe dinheiro disponível (ex: FINEP), mas o mais difícil tem sido realmente o trabalho de garimpo das grandes oportunidades e dos grandes empreendedores. Para quem tem interesse sobre o tema sugiro pesquisar e conhecer mais sobre a Endeavor ou os vários players de Venture Capital estabelecidos no Brasil como a Stratus, Monashees, Astella, Confrapar, entre outros.

Agora, o mais interessante é que para participar desse mundo você não precisa ter R$100 milhões no banco ou um sobrenome de magnata. Hoje inúmeros “anjos” investidores são consultores, banqueiros, executivos, como você e eu, que tendo tido sucesso na sua primeira etapa da vida profissional buscam novos desafios, interesses, diversões intelectuais e se predispõem a colocar R$50mil, R$100mil, R$200mil em negócios em formação além de fazer o papel de mentor e conselheiro buscando o sucesso dos empreendedores, suas empresas e seus investimentos. Agora se você quiser o título de “super anjo” as cifras aumentam para R$500mil a R$1milhão além de sua “expertise” e network no mercado aportar alguma visibilidade maior para o empreendimento.

O fato é que ao longo dos últimos anos venho descobrindo esse mundo, primeiro por investimentos através de fundos de private equity e venture capital, profissionalmente tendo liderado inúmeros startups ligados a tecnologia, voluntariamente através do trabalho como mentor na Endeavor e mais recentemente colaborando na formação de um “clube de anjos”, no qual estamos dando nossos primeiros passos aqui no Brasil. E o fato é que ao longo desse processo, foram me qualificando como um “anjo” em potencial.

Mas ao olhar em volta, me parece que você também pode ser um “anjo” ou “super anjo”, mas ainda não sabia. Pois bem, agora você já sabe …

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The tipping point of social media: Arte ou ciência para influenciar nas curvas “S” de adoção de novos produtos e tecnologia?

Mercados de tablets, mobile, social, aquecidos: start-up KNO acumula US$55 milhões em “funding”. E no Brasil?

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10 passos para a inovação

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3 Comentários leave one →
  1. janeiro 6, 2011 10:18

    Com certeza André, acima de tudo para ser um investidor anjo, a pessoa precisa ter, me desculpem pela palavra, um tesão ENORME e genuíno em ajudar um empreendedor a criar um grande negócio. É claro que o dinheiro é importante, é o combustível para fazer o negócio crescer, mas sem o primeiro, não vai a lugar algum.

    grande abraço, e obrigado por todo o apoio tão valioso que você sempre nos dá!

  2. andrebianchi permalink
    janeiro 6, 2011 10:23

    Ah! Você viu Marcos, ia avisar vocês que tinha postado para dar mais uma visibilidade e e incentivo aos nossos esforços de 2011 nessa frente. Feliz 2011 !!!

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