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Sinais dos Tempos: Blockbuster no caminho da falência via @engadget … Já decidiu seu papel: protagonista ou platéia?

agosto 27, 2010

Blockbuster filing for bankruptcy next month? Probably. — Engadget

Segundo o blog de tecnologia Engadget, várias fontes confirmaram ao jornal Los Angeles Times, que a Blockbuster estaria encaminhando a documentação de falência na semana que vem. Difícil de acreditar? Na verdade, não. São sinais dos tempos e das transformações causadas pela tecnologia e mexendo com indústrias maduras. Blockbuster talvez seja um símbolo e um marco como foram as gravadoras, com uma pressão que se estende por vários ramos da comunicação, mídia e entretenimento.

Lembro que em 1992, no meu MBA no INSEAD, minha equipe escreveu um caso sobre a Blockbuster. Ou seja, há quase 20 anos, a Blockbuster estava no auge e era tema de estudo de consultorias, faculdades e por aí vai. Nesses 20 anos o mundo mudou. E muito. E e empresas que provaram do sucesso em um ambiente anterior continuam com dificuldade de se reinventar.

Estive trabalhando com muitas delas nesses 20 anos, e continuo impressionado com a inércia de muitas. Tenho visto executivos sentados em suas cadeiras, com seus cargos bonitos em cartões de visitas, gastando uma enormidade de tempo para não fazer marola e manter a situação como era no passado, em esforço brutal em remar contra a maré. Por miopia, falta de visão, falta de habilidades ou mesmo medo, muitos executivos apontados por acionistas para cuidarem do futuro e perenidade de empresas acabam acelerando grandes símbolos direto para o abismo e a falência. Jornais que há 50 anos, influenciavam e trocavam governos, hoje não conseguem audiência, nem mobilização dos jovens e da futura geração. Gravadoras que influenciaram tendências, sucumbiram com o P2P e MP3. Agora na segunda onda da internet móvel, aplicativos, tablets e IPTV, uma série de outrora poderosos tem também seus futuros colocados em cheque.

Mas o que fazer? Esperar para ver no vai dar? Monitorar o ambiente internacional e se preparar para agir? Vender agora e trocar de negócio?

RECONHEÇA: Reconhecer a ameaça, já é um primeiro passo. Devo dizer que mais de 50% das empresas que passei nesses 20 anos, na Europa, Ásia e América, não passaram desse primeiro passo. Não caíram em si que as grandes mudanças do mercado iriam tirar seus negócios do jogo em poucas décadas.

INSPIRE: Segundo, trace uma visão de longo prazo, compartilhe e alinhe incentivos. Ache um caminho, aponte para uma luz no fundo do túnel. Dissemine. E mais,alinhe os incentivos com o longo prazo. Quantas empresas vi que privilegiam fechar o quarter ou o ano, trazem a visão e incentivos muito no curto prazo. Criam no fundo mecanismos de auto-destruição para o longo prazo.

RENOVE: Terceiro, renove. Renove suas lideranças, suas habilidades, crie novas plataformas de crescimento. Traga a fertilização cruzada, buscando profissionais de outros setores e não viciados na indústria em implosão.

ACREDITE: Quarto, acredite. Explore os cenários, por mais radicais que sejam, ache um caminho e acredite. É possível reinventar empresas e indústrias. Não faltam casos no mundo da administração de empresas que sobreviveram a 1, 2, 3, 4 ciclos de revolução tecnológica. Eu mesmo, já presenciei. Lembram da Olivetti, que foi de máquinas de escrever, para computadores, para telecomunicações. Conseguiu sobreviver à ciclos que todos indicavam sua morte, ainda que não tenha conseguido se perenizar tal como era. Ou mesmo a Brahma, que podia ter parado no tempo e se reinventou como um grande consolidador nacional e internacional baseado nas melhores práticas de gestão. A própria Apple que foi do auge à beira da “bancarrota” e ressurgiu como o grande calo das indústrias maduras em comunicação e entretenimento. Vale também destaque para a Folha de São Paulo em que um jovem acreditou há 15 anos e criou um novo braço, o UOL, que hoje fatura cerca de R$1bilhão, ou seja, é 3 vezes maior que a própria Folha.

PEOPLE, PEOPLE, PEOPLE: Como um último ponto e voltando aos tempos de MBA, na época de estudante dávamos pouca bola a uma matéria chamada OB (Organizational Behavior). Queríamos aprender estratégia, finanças, marketing, novos negócios, mas fazíamos pouco caso de OB ou dos chamados “soft issues”. Pois bem, hoje com difusão dos MBAs e cursos executivos, as outras matérias viraram praticamente commodity e transformar organizações com base em pessoas e habilidades se tornou o grande diferencial. A arte está em fazer acontecer, transformar, forjar mudanças substanciais e perenes.

Já decidiu seu papel nesses novos tempos? Protagonista ou platéia?


Vale relembrar a campanha da Apple dos tempos em que se reinventou …

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