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O iPad chegou … E agora ?

abril 4, 2010

Passada a euforia do dia do lançamento, após meses de expectativa, chega aquele vazio do dia seguinte, principalmente em Domingo de Páscoa. E agora, o mundo não acabou, continuamos do mesmo jeito, nem mais gordos, nem mais altos. Recebi fotos do meu iPad que foi comprado nos EUA, mas ainda não coloquei a mão. Remotamente, testei via twitter, facebook e e-mail como andavam os apps que tinha interesse com meus felizes amigos “geeks”com o iPad na mão. A reação é sempre muito positiva, display fantástico, bateria surpreende, os apps são geniais. Existem também os poréns: um pouco mais pesado que imaginei, os apps estão caros de mais, o web app do jornal que tinha interesse em ver não está rodando.

Tudo somado, entramos em uma nova era da computação pessoal e internet móvel, sem que muita gente realmente percebesse, só que não começou ontem e sim há 2 anos com a chegada do iPad nano. Isso mesmo, o iPhone, carinhosamente rebatizado por amigos ontem de iPad nano. Grande parte das pessoas que adquiriram o iPhone e seus clones e seus descendentes, passou viver um mundo realmente conectado com a internet móvel a suas mãos. Lembrando as palavras do Eric Schmidt do Google no seu Mobile First, as pessoas ganharam super poderes com seus novos smartphones na mão e graças aos 3C’s – cloud , computer processing and connectivity. Chegamos ao momento da história da tecnologia em que esses elementos tornaram possível termos realmente algo poderoso em nossas mãos, 24h por dia e em qualquer lugar (com WiFi ou 3G, é claro). Claramente não é o tema de hoje, mas há fortes indícios que o Android também será protagonista desta história, mas fica para um próximo post.

O fato é que hoje o iPad está aqui, e com ele 150 mil aplicativos na App Store e mais de 1000 já desenhados exclusivamente para o iPad. (Veja números oficiais da Apple para o dia do lançamento). Essa combinação, transforma esse aparelho em literalmente qualquer coisa que se quiser e imaginar, desde peso de papel a controle remoto universal (e agora universal, mesmo). Tenho no meu iPhone cerca de 100 apps baixadas de tudo que se pode imaginar: relógio de cabeceira, lanterna, identificador de nome de música, games, notícias, twiiter, facebook, skype, apps de localização e serviços locais, navegador, gerenciador desse blog, rádios, sudoko, palavras cruzadas do NYT, etc, etc. Imaginem agora com a tela grande o que não irão inventar …

Já me imaginei nos velhos tempos que morava no Japão e rodava o mundo a cada duas semanas, com viagens de até 30h entre Tóquio – Seattle – Miami – Buenos Aires, no domingo, para trabalhar segunda na Argentina, terça no Brasil, quarta no México, quinta nos EUA e sexta no avião de volta a Tóquio. Com certeza teria levado meu iPad e nele meus livros, revistas, jornais, filmes e games para as cerca de 60 horas de viagens semanais. Mas não é só isso. Dependendo das atividades necessárias durante a viagem, e para a maioria das pessoas normais, tudo que se necessita está no iPad e o lap-top poderia não ser necessário. Para o dia a dia de e-mail, twitter, facebook, blog, internet browsing, pequenos trabalhos com documentos, planilhas, fotos, etc. não precisaríamos mais de um lap-top. Além do que não precisaríamos mais aprender a configurar um lap-top, que certamente será fantástico para nossos pais, mas também para nossos filhos.

Agora, na perspectiva das empresas, consolida-se com a internet móvel turbinada por esses novos devices um enorme potencial para reposicionar-se nesse novo mundo melhorando e inovando no front-end com seus clientes, colaboradores e fornecedores, transformando a cadeia de valor dos negócios e potencializando a distribuição de idéias e novidades.(Veja por exemplo esse aplicativo que transforma o iPad em caixa registradora).

Para mim o mundo já mudou completamente desde que peguei meu primeiro iPhone em 2007. E para você, o que muda?

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2 Comentários leave one →
  1. Marcelo permalink
    abril 6, 2010 11:11

    Análise lúcida, parece realmente estarmos em vias de abrirmos um caminho novo e interessante. Mas, para fazer o contraponto, vou tentar fazer o papel de advogado do diabo e analisar os potenciais problemas do iPad que poderiam comprometer seu futuro brilhante.

    Tablets (ou computadores-prancheta) não são uma idéia nova. Também nunca fizeram sucesso fora de nichos específicos. Mas, admitamos, as soluções anteriores eram definitivamente ruins: complicadas, lentas, pouco práticas e caras. Vamos tentar analizar o iPad sobre estes aspectos (mesmo sem ter posto minhas mãos em um!).

    Simplicidade de uso parece ser uma das especialidades da Apple e, considerando a aceitação do iPhone, provavelmente o iPad deva ser bem avaliado neste quesito. Para ajudar, o iPad é bonito e convidativo para os dedos e olhos, o que certamente motiva o usuário a superar a curva de aprendizado, ainda que suave. Já a ausência do Flash, diga o que disser Steve Jobs, será um transtorno para o usuário, um risco que só pode ser assumido considerando o tamanho dos egos envolvidos.

    Conforme os relatos apresentados, o iPad é rápido. Mas não permite múltiplas aplicações simultâneas. Grande ponto negativo. Os usuários já se acostumaram com a “multitarefa”, disponível desde o Windows 95, voltar atrás não vai ser fácil. Pode até ser tolerável em um celular (iPhone) mas me parece inaceitável para algo que pretenda revolucionar ou mesmo substituir parcialmente o laptop. Espero que o hardware proprietário permita a multitarefa e que esta “mosca” possa ser corrigida através de uma atualização do software.

    Já sobre a praticidade, a ausência da experiência “hands-on” é realmente crítica. O formato, o peso e o acabamento parecem ser típicas “bolas dentro” da Apple. Como netbook, realmente o iPad faz a concorrência parecer antiquada.

    Mas, enquanto leitor digital, o iPad ainda é pesado demais (700g) para ser empunhado por longo tempo com apenas uma mão. Imagine-se deitado, lendo no sofá, tendo que segurar seu iPad como um volante (ok, de F1…). Para complicar um pouco mais, a tela de LCD convencional, iluminada por trás, não vai ajudar na competição com o Kindle (ePaper), mesmo sendo colorida. Acho que neste nicho específico, a Apple ainda vai precisar “ralar” um pouco mais para ter um produto mainstream.

    Por fim, o preço. Apesar do modelo de entrada ser relativamente acessível (nos EUA), o preço para ter um pouco mais de memória ou uma conexão 3G (essencial para a proposta do produto) é extorsivo. Até US$300 para adicionar 48GB de memória e um modem 3G (que não devem ter custo industrial superior a $100…)! Outro problema, no longo prazo, é o hardware proprietário, que certamente tornará mais lenta a queda dos preços. Já vimos este filme com a própria Apple, que fez os amantes do Mac sofrerem até poucos anos atrás, com os preços exuberantes das CPUs não-Intel.

    Ok, preço de lançamento não precisa ser barato, o foco são os entusiastas da marca e os “tecnólogos”. Mas para revolucionar, a popularização é indispensável, a Apple aprendeu isto com o iPod depois de anos errando com o Mac. O laptop sempre será um competidor relevante, até porque os produtos (ainda) não são substitutos perfeitos. Com laptops leves e baratos cada vez mais abundantes, será essencial a competitividade dos preços para consolidar a “revolução”.

    Em resumo, o iPad parece superar diversas das limitações que impediram os tablets de se tornarem populares até agora. Mas não todas. Se o balanço atual vai permitir o cumprimento da “profecia” do André, só o tempo dirá. Mas certamente ainda existem pontos a melhorar no “conceito iPad”, tanto pela Apple como pelos seus “sonolentos” competidores, de maneira a aumentar mais as chances de um verdadeiro “turning point”.

  2. abril 6, 2010 11:19

    Obrigado Marcelo, grande contraponto. Na verdade, é muito difícil traçar as estratégias corretas nesse mundo em intensa ebulição. Claramente este ONLINE WHITE PAPER PROJECT visa alavancar experiências como a tua para balancear os posicionamentos e estratégias. Bem vindo ao novo mundo da estratégia 2.0. Abs. André

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